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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Uma Nova Chance

Havia um homem muito rico, possuía muitos bens, uma grande fazenda, muito gado e vários empregados a seu serviço.
Tinha um único filho, um único herdeiro, que, ao contrário do pai, não gostava de trabalho nem de compromissos. O que ele mais gostava era fazer festas e estar com seus amigos e de ser bajulado por eles. Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estavam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer, depois o abandonariam.
Os insistentes conselhos do pai lhe retiniam os ouvidos, mas logo se ausentava sem dar o mínimo de atenção.
Um dia o velho pai, já avançado na idade, disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro e, dentro dele, ele mesmo fez uma forca, e junto a ela uma placa com os dizeres: “Para você nunca mais desprezar as palavras de seu pai.”
Mais tarde chamou o filho e o levou até o celeiro e disse:
- Meu filho, eu já estou velho e quando eu partir, você tomará conta de tudo o que é meu, e sei qual será o seu futuro. Você vai deixar a fazenda na mãos dos empregados e irá gastar todo dinheiro com seus amigos, irá vender os animais e os bens, e quando não tiver mais dinheiro, seus amigos vão se afastar de você. E quando você não tiver mais nada, vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvidos. É por isso que eu construí esta forca, sim, ela é para você, quero que você me prometa que se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela.O jovem riu, achou um absurdo, mas, para não contrariar o pai, prometeu. Pensou que jamais isso pudesse ocorrer.
O tempo passou, o pai morreu e seu filho tomou conta de tudo, mas assim como se havia previsto, o jovem gastou tudo, vendeu os bens, perdeu os amigos e a própria dignidade. Desesperado e aflito, começou a refletir sobre a sua vida e viu que havia sido um tolo, lembrou-se do pai e começou a chorar e dizer:- Ah, meu pai, se eu tivesse ouvido os teus conselhos, mas agora é tarde, tarde demais!Pesaroso, o jovem levantou os olhos e avistou o pequeno celeiro, era a única coisa que lhe restava, a passos lentos se dirigiu até lá e, entrando, viu a forca e a placa empoeirada e disse:- Eu nunca segui as palavras do meu pai, não pude alegrá-lo quando estava vivo, mas pelo menos desta vez vou fazer a vontade dele, vou cumprir minha promessa, não me resta mais nada.Então subiu nos degraus e colocou a corda no pescoço, e disse:- Ah, se eu tivesse uma nova chance! - Então pulou, sentiu por um instante a corda apertar sua garganta. Mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente, o rapaz caiu no chão, e sobre ele caíram jóias, esmeraldas, pérolas e diamantes, a forca estava cheia de pedras preciosas e um bilhete, que dizia:
“Essa é a sua nova chance, com amor do teu velho e saudoso pai.”

Se eu Tivesse Uma Segunda Chance

Uma mulher que já havia perdido a luta contra o câncer, nos seus últimos momentos da existência escreveu um desabafo que poderíamos intitular: se eu tivesse uma segunda chance.
Diz mais ou menos assim:
Se eu tivesse minha vida para viver novamente eu falaria menos e ouviria mais. Eu convidaria os amigos para o jantar mesmo que o carpete estivesse sujo e o sofá desbotado.
Eu comeria pipoca na sala de estar com as crianças e me preocuparia menos com a sujeira quando alguém pensasse em acender a lareira.
Eu tiraria um tempo para ouvir meu avô contar-me sobre sua juventude e jamais insistiria para que as crianças fechassem as janelas do carro no verão, por causa do meu cabelo, que havia acabado de arrumar.
Eu acenderia aquela vela em forma de rosa, antes dela se desmanchar. Eu me sentaria no chão com meus filhos, sem me preocupar com a roupa. Eu choraria menos assistindo televisão e viveria mais intensamente a minha vida.
Eu iria para cama quando estivesse doente ao invés de agir como se o mundo fosse acabar, caso eu não saísse naquele dia.
Ao invés de ficar reclamando durante os nove meses de gravidez, eu aproveitaria cada momento pensando em como a vida que se desenvolvia dentro de mim era um milagre de Deus.
Quando os meus filhos me beijassem e abraçassem espontaneamente, eu jamais diria, "mais tarde! Agora vamos lavar as mãos para jantar".
Haveria mais "te amo"... mais "me desculpe", mas, principalmente, se tivesse a minha existência prolongada, eu iria aproveitar cada minuto... vivê-lo intensamente... e nunca desperdiçá-lo.
Mas isso tudo, era se eu tivesse uma segunda chance...

A ação de Deus

Linda era uma modelo famosa. Requisitada e disputada, conseguia contratos milionários. Apesar do dinheiro, da fama e da beleza, ela não era feliz. Sentia um imenso vazio por dentro. Sofria de pavor, ansiedade e insônia.
Pensou em tomar medicamentos. Alguns amigos aprovaram, outros não.
Ela decidiu procurar outras terapias. Assinou contratos que jamais havia sonhado. Trabalhava muito, mas continuava atormentada.
Um dia, pela manhã, indo de carro para o trabalho, pelo caminho costumeiro, o trânsito parou. Um guarda estava desviando todo o trânsito para uma ruazinha estreita, porque um encanamento havia rompido na avenida principal. Dirigindo lentamente pela rua desconhecida, ela passou em frente a uma igreja. Um cartaz, escrito à mão, dizia:
"Sem Deus não há paz. Conheça Deus, conheça a paz. Todos são bem-vindos".
Ela achou estranho e seguiu em frente. No dia seguinte, fazendo o mesmo trajeto, o trânsito parou. Um incêndio em uma loja fez com que, outra vez, o trânsito fosse desviado por aquela mesma ruazinha.
"De novo!", pensou Linda. E passou outra vez pela igreja. Lá estava o cartaz, que agora lhe pareceu atraente. De dentro do carro, espiou o interior da igreja. No terceiro dia, ela pensou em mudar de trajeto. Mas achou que estava sendo muito boba.
Afinal, qual era a probabilidade de, em três dias seguidos, acontecer o desvio do trânsito, no mesmo local? "Vai ser um teste", pensou. "Se acontecer alguma coisa e o trânsito for desviado, vou ter certeza de que é um sinal".
Quando ela chegou na avenida, lá estavam os policiais outra vez.
"Um grande acidente", explicou um dos policiais, desviando o trânsito, para a já conhecida ruazinha. "É demais", falou Linda, consigo mesma. Estacionou o carro e entrou na igreja. Lá dentro, havia apenas um padre. Ele ergueu os olhos, olhou para ela com um sorriso e perguntou: "Por que demorou tanto?" - Ele havia visto o carro de Linda passar ali nos três dias.
Eles conversaram muito e como resultado, Linda passou a freqüentar a pequena igreja. Encontrou a paz e a serenidade que estava esperando.
Exatamente como dizia o cartaz.
Ela precisava de Deus na sua vida. E, sem dúvida, fora Deus que providenciara para que, de alguma forma, entendesse que ela precisava voltar-se para Ele, alimentar o seu espírito com a fé, a esperança e o amor.

Oi, Jesus, Eu Sou o Zé

Cada dia, ao meio dia, um pobre velho entrava na igreja e, poucos minutos depois, saía. Um dia, o sacristão lhe perguntou o que fazia, pois havia objetos de valor na igreja.
Venho rezar, respondeu o velho. Mas é estranho, disse o sacristão, que você consiga rezar tão depressa. Bem, retrucou o velho, eu não sei rezar aquelas orações compridas.
Mas todo dia, ao meio dia, eu entro na igreja e falo:
"Oi, Jesus, eu sou o Zé, vim Lhe visitar".
Num minuto, já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que Ele me ouve. Alguns dias depois, Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital. Na enfermaria, passou a exercer grande influência sobre todos.
Os doentes mais tristes tornaram-se alegres e, naquele ambiente onde antes só se ouviam lamentos, agora muitos risos passaram a ser ouvidos.
Um dia, a freira responsável pela enfermaria aproximou-se do Zé e comentou: os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre, Zé...
O pobre enfermo respondeu prontamente: é verdade, irmã. Estou sempre muito alegre! E digo-lhe que é por causa daquela visita que recebo todos os dias. Ela me faz imensamente feliz.
A irmã ficou intrigada. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. Aquele velho era um solitário, sem ninguém.
Quem o visita? E a que horas? Perguntou-lhe. Bem, irmã, todos os dias, ao meio dia, ele vem ficar ao pé da cama por alguns minutos, talvez segundos... Quando olho para Ele, Ele sorri e me diz: "Oi, Zé, eu sou Jesus, vim te visitar".
A história é singela e seu autor é desconhecido.
No entanto, o ensinamento que contém nos faz refletir profundamente.
Fala-nos da fé, da simplicidade, da dedicação e da perseverança.
Quem de nós dispõe, como o Zé, diariamente, de alguns minutos para falar com Jesus?
Muitos ainda confundimos a oração com um amontoado de palavras que vão saindo da boca, destituídas de sentimento e de humildade.
Quantos de nós temos tal perseverança, tanto nas horas de alegria quanto nas de dor, para elevar o pensamento a Jesus, confiando-lhe a nossa intimidade, com a certeza de que ele nos ouvirá?
A oração é uma ponte que se distende da alma opressa para que o alívio possa chegar. "É o fio misterioso, que nos coloca em comunhão com as esferas divinas."
"É um bálsamo que cura nossas chagas interiores."
"É um templo, em cuja doce intimidade encontraremos paz e refúgio".

O Leilão

Um homem muito rico e seu filho tinham grande paixão pela arte. Possuíam obras de grande valor na sua coleção, de Picasso a Rafael. Sempre se sentavam juntos para admirar aquelas preciosidades.
Quando o conflito do Viettnam surgiu, o filho foi para a guerra e deixou o pai com o coração partido. Durante uma batalha, enquanto resgatava um soldado ferido, o jovem foi morto. O pai recebeu a noticia e sofreu profundamente a morte do seu único filho. Um mês mais tarde, alguém bateu na porta da sua casa.
Um jovem com um enorme pacote nas mãos lhe falou: "O senhor não me conhece, mas sou o soldado pelo qual seu filho deu a vida. Ele salvou muitas vidas naquele dia e estava levando-me a um lugar seguro quando uma bala o atingiu no peito e ele morreu na hora. Ele me falava sempre do senhor e do seu amor pela arte. E por isso eu gostaria que o senhor aceitasse um presente." Entregou-lhe o pacote e disse com carinho:
"Eu sei que isto não é muito pois não sou um grande artista, mas acredito que seu filho ia gostar se o senhor o recebesse".
O pai abriu o pacote e surpreendeu-se com um retrato do seu filho amado. Ele contemplou, com profunda admiração, a maneira como o soldado tinha retratado a personalidade do seu filho na pintura. Ficou tão atraído pela expressão dos olhos do seu filho que os seus próprios marejaram de lágrimas. Agradeceu ao jovem soldado e ofereceu-se para pagar-lhe pelo quadro.
"Oh, não senhor, falou o rapaz. Eu nunca poderia pagar-lhe pelo que seu filho fez por mim. É um presente". "Aceite-o, juntamente com a minha gratidão."
O pai pendurou o quadro acima da lareira e cada vez que os visitantes e convidados chegavam a sua casa ele lhes mostrava o retrato do seu filho, antes de mostrar sua famosa galeria.
Aquele pai morreu alguns meses mais tarde e publicou-se um leilão para todas as pinturas que possuía. Muita gente importante e influente foi ao leilão com grandes expectativas. Sobre a plataforma estava o retrato do seu filho. O leiloeiro bateu o seu martelo para dar início e falou: "começaremos o leilão com este retrato do seu filho. Quem vai fazer a primeira oferta por este quadro?" Se fez um grande silencio. Então uma voz, no fundo do salão, gritou: "queremos ver as pinturas famosas! Esqueça-se desse!".
"No entanto o leiloeiro insistiu: alguém oferece algo por esta pintura? Cem mil dólares? Duzentos mil dólares?" Outra voz gritou com raiva: "não viemos aqui por essa pintura! Viemos para ver as de Van Gogh, Rembrant, Rafael, Picasso... Vamos às ofertas de verdade!" Ainda assim, o leiloeiro continuava seu trabalho.
"O filho, O filho, quem vai levar o filho?!"
Finalmente, uma voz vinda dos fundos se fez ouvir: "eu dou dez dólares pela pintura!" Era o velho jardineiro do pai e do filho. Sendo muito pobre, era o único que poderia oferecer. "Temos dez dólares, quem dá vinte?" Gritou o leiloeiro.
Outro grito se ouviu ao fundo: mostra-nos de uma vez as obras de arte! Uma vez mais o leiloeiro insistiu: "dez dólares pela oferta! Dará alguém vinte?" A multidão já estava inquieta. Ninguém queria o retrato do filho e sim as que representavam valioso investimento para suas próprias coleções. Por fim, o leiloeiro bateu o martelo e falou: "dou-lhe uma, dou-lhe duas... Vendida por dez dólares!".
O homem que estava sentado na segunda fila gritou feliz: "até que enfim começaremos com a coleção!". O leiloeiro soltou o martelo e disse: "sinto muito damas e cavalheiros, mas o leilão chegou ao fim."
"Mas, onde estão as pinturas?" - Perguntaram assustados.
"Sinto muito", falou o leiloeiro.
"Quando me chamaram para dirigir este leilão, foi-me falado de uma condição estipulada no testamento do dono da coleção. Eu não estava autorizado a revelar até este momento, mas agora posso falar. Somente a pintura do filho seria leiloada. Aquele que a adquirisse herdaria absolutamente todos os bens do falecido, incluindo sua coleção de obras de arte." Assim, o homem que ficou com o retrato do filho herdou tudo. Pense nisso! Não há bem que possa valer mais do que um filho. Um verdadeiro afeto se constitui num dos mais valiosos e duradouros patrimônios da alma.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A História das Três Árvores


"Havia, numa cidade, três pequenas árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes.
A primeira, olhando as estrelas, disse:
- Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Para tal, até me disponho a ser cortada.
A segunda olhou para o riacho e suspirou:
- Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas.
A terceira árvore olhou o vale e disse:
- Quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto, mas tanto, que as pessoas, ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em Deus.
Muitos anos se passaram e certo dia vieram três lenhadores e cortaram as três árvores, todas ansiosas em serem transformadas naquilo que sonhavam.
Mas lenhadores não costumam ouvir e nem entender sonhos... Que pena!
A primeira árvore acabou sendo transformada num coxo de animais, coberto de feno. A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias. E a terceira, mesmo sonhando em ficar no alto da montanha, acabou cortada em grossas vigas e colocada de lado num depósito.
E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes:

"- Para que isso?"
Mas, numa certa noite, cheia de luz e de estrelas, onde havia mil melodias no ar, uma jovem mulher colocou seu bebê recém nascido naquele coxo de animais. E, de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo.
A segunda árvore, anos mais tarde, acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, e, no meio de uma tempestade, quando o estavam quase afundando, o homem levantou e disse ao mar revolto: "Sossegai". Num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando o Rei dos Céus e da Terra.
Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela, pois fora condenado à morte, mesmo sendo inocente.
Logo, sentiu-se horrível e cruel.

Mas no domingo, o mundo vibrou de alegria e a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem para salvação da humanidade, e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de Seu Filho Jesus Cristo ao olharem para ela.


Eis a moral da história: as árvores tinham sonhos, mas as suas realizações foram mil vezes melhores e mais sábias do que haviam imaginado.
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